domingo, 18 de abril de 2010

CONDIÇÕES MÍNIMAS E POSSÍVEIS DE UM ABRIGO PARA ANIMAIS

Um abrigo de animais deve ser um local:
- seco, protegido da chuva e da umidade;
- livre de correntes de ar;
- limpo e protegido de roedores e outros causadores ou transmissores de doenças;
- que proporcione banhos de sol.

Assim, não se pode considerar como abrigo o local que:

- possui telhas quebradas, permitindo a passagem de chuvas. Essa situação, conjugada com ralos entupidos, obriga os animais a permanecerem longos períodos na água, especialmente aqueles com dificuldade de locomoção, idosos e filhotes. Isso pode ser causa de doença nos rins, diarréias, reumatismo, pneumonia e outras.
- permite a entrada de roedores, que comem a ração dos animais, urinam e defecam até nas vasilhas de comida, deixando o vírus da leptospirose, além de roerem partes do corpo dos animais que não conseguem se locomover ou se defender, como é o caso dos filhotes, dos inválidos e dos idosos;
- não permite banhos de sol;
- possui cobertura de plástico como telhado, junto a instalações elétricas avariadas e precárias, que propiciam a ocorrência de curto-circuito e conseqüentes incêndios, atingindo os animais;
- que permita o ajuntamento de espécies reconhecidamente antagônicas, levando os animais a um estresse permanente;
- mantenha animais acorrentados, engaiolados, impedindo maiores movimentos;
- que encha diariamente uma caçamba de 1,5 m x 0,80 m x 0,80 m com animais mortos;
- mantenha animais mortos e a secreção oriunda de seus corpos ao alcance de outros animais;

UM AMBIENTE ASSIM É INSALUBRE, PERIGOSO E PERNICIOSO PARA QUALQUER SER VIVO, E NÃO PODE SER CHAMADO DE ABRIGO!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Movimento pela renovação na SUIPA

Ao cão PUCK e ao gato INÁCIO, do “bicho do mato Carlos” (Drummond de Andrade), cujo amor ele estendeu a todos os seres vivos.
Aos gatos CARLINHOS, TIGRE REI, MAFALDA “e tantos outros inesquecíveis, companheiros de vida” da Dra. Nise da Silveira.
A todos esses bichos e aos nossos, aos anônimos, a toda agoniada criatura, a nossa compaixão, neles buscamos a inspiração e força para nossa luta.
O processo democrático tem demonstrado que uma de suas virtudes é a possibilidade de renovação das lideranças. Com ela, chegam também idéias inovadoras e a vontade de lutar por soluções para os problemas que se apresentam. É como se estivéssemos vivendo o raiar de um Ano Novo. Em contraposição, a perpetuação no poder gera estagnação, desilusão, cansaço, falta de coragem para continuar lutando em busca da solução dos problemas.
O Movimento pela Renovação na SUIPA visa motivar seus associados a participarem ativamente da Entidade, quer no acompanhamento ou no exercício de sua gestão, buscando cada vez mais aprimorá-la.
A contribuição financeira é de suma importância, para a vida e bem estar dos animais e cabe aos sócios fiscalizar e receber balancetes referentes ao destino e à aplicação destes recursos. Porém, o trabalho voluntário na sua administração também é de extrema importância. A inexistência de finalidade lucrativa, bem como a não remuneração ou recebimento de qualquer vantagem ou benefício por seus dirigentes caracterizam uma entidade beneficente e isso só é possível com o voluntariado.
A SUIPA foi fundada em 27 de abril de 1943 por um grupo de intelectuais do Rio de Janeiro, amantes de animais, entre eles Carlos Drummond de Andrade e Dra. Nise da Silveira, médica psiquiatra reconhecida internacionalmente e tem por finalidade cuidar dos animais abandonados, dando-lhes abrigo e proteção.
Assim, as atividades da SUIPA, respeitando e mantendo os ideais de seus fundadores, devem estar focadas, fundamentalmente, no tripé:
ABRIGO COM DIGNIDADE, INCENTIVO À ADOÇÃO e ESTERILIZAÇÃO.
Abrigar com dignidade, porque deve amparar os animais abandonados, muitas vezes doentes, feridos, desnutridos, que perambulam nas ruas das nossas cidades, para que a entidade não seja um mero depósito de animais; Incentivar fortemente a Adoção, porque adotar é a única atitude eticamente correta. Há milhares de animais esperando uma segunda ou terceira chance de amor e a SUIPA deve incentivar essa prática e não criar dificuldades; Esterilizar, “quem ama castra”, a única interferência aceitável, para evitar a superpopulação, além de, reconhecidamente, eliminar ou mitigar alguns problemas de saúde dos animais.
Junte-se a nós por uma SUIPA voltada para suas finalidades fundamentais, que julgamos abandonadas pela longa e desgastada gestão atual.
Venha participar deste processo, traga suas sugestões, é tempo de RENOVAÇÃO!